Está confirmado tenho, Síndrome dos Ovários Poliquísticos… do mal o menor, como se costuma dizer, mas estou tristinha, provavelmente não vou conseguir dar a mana ao meu filho… mas vou tenta, eu estava è espera q a situação económica do País melhorasse e deu no que deu… né?? Dava a gravidez como adquirida, afinal não é assim tão fácil.
“A Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) é uma doença endócrina complexa, que tem como elementos principais hiperandrogenismo e anovulação crónica.
Caracteriza-se por irregularidade menstrual ou amenorréia e uma ampla gama de achados decorrentes do hiperandrogenismo: hirsutismo, acne, alopécia e seborréia. Representa uma das desordens endócrinas reprodutivas mais comuns em mulheres, acometendo em torno de 5% a 10% da população feminina em idade fértil.
Diagnóstico da SOP:
O diagnóstico da SOP é de exclusão. A suspeita fundamenta-se em irregularidade menstrual e sinais de hiperandrogenismo: hirsutismo, acne, aumento das concentrações séricas de testosterona total, livre ou de androstenediona.
As Concentrações séricas de LH geralmente encontram-se elevados e de FSH normais ou baixos, embora 20% a 40% destas pacientes não apresentem estes achados, sendo as determinações de LH e FSH prescindíveis. A maioria das mulheres com SOP apresentam aumento da resistência à insulina e hiperinsulinemia compensatória, sendo que a determinação laboratorial da resistência à insulina não é essencial para o diagnóstico na prática clínica.
Níveis séricos de prolactina e TSH são fundamentais para exclusão do diagnóstico de hiperprolactinemia ou hipotireoidismo. Níveis elevados de prolactina estão presentes em até 35% dos casos de SOP. É importante o diagnóstico da hiperplasia supra-renal congénita de instalação tardia, cujo quadro clínico pode ser indistinguível ao da SOP.
Tratamento de sinais e sintomas do hiperandrogenismo
Hirsutismo e acne
• Contracepção hormonal oral: acetato de ciproterona, desogestrel, gestodeno;
• Espironolactona 50-200mg/dia;
• Acetato de ciproterona 50mg/dia com o esquema sequencial reverso;
• Acne grave, encaminhar para tratamento especializado com o dermatologista;
• Flutamida 250mg/dia;
• Finasterida 5mg/dia;
• Cetoconazol e Glitazonas: efeitos colaterais limitam seu uso em larga escala;
Irregularidade menstrual
• Contraceptivos hormonais orais acima citados;
• Progestínicos na segunda fase do ciclo;
• ß níveis de insulina. Metformina é a droga mais estudada, 1500 a 2000mg/dia.
Controle do Peso
A perda de peso é capaz de reverter os sinais e sintomas advindos do hiperandrogenismo.
Tratamento da infertilidade
Nas formas mais leves, a mulher afectada pode não ter anormalidade menstrual e pode ovular normalmente, mas frequentemente demora mais tempo do que o normal para engravidar e apresenta uma maior probabilidade de aborto espontâneo.
Se tem caracterização moderada, há irregularidade menstrual, tais como Oligomenorreia ou amenorreia secundária e deficiência de ovulação.
A forma mais grave é caracterizada por obesidade, hirsutismo, amenorreia e consequente infertilidade.
Dieta e exercícios físicos representam o tratamento de primeira linha, melhorando a resistência à insulina e retorno dos ciclos ovulatórios, mesmo na ausência de perda de peso. A droga de escolha para indução da ovulação em pacientes com SOP é o citrato de clomifeno (CC), 50 a 200 mg/dia durante cinco dias, a partir do 3º, 4º ou 5º dia do ciclo. Cerca de 50% a 80% das pacientes apresentam ovulação e 40% a 50% engravidam. Pacientes com SOP resistentes ao CC podem utilizar drogas que diminuem os níveis de insulina, isoladas ou em associação ao CC. A utilização isolada da metformina (1500mg/dia a 2000mg/dia) promove a ovulação em 78% a 96% das pacientes. Pacientes com níveis elevados de DHEAS são mais resistentes ao CC e podem beneficiar-se da administração de corticóide.
Se a concepção não ocorreu após uma tentativa de seis meses de clomifeno, uma tentativa de terapêutica com gonadotrofina pode ser iniciada, algumas vezes em combinação com um análogo de GnRH com o fim de bloquear a secreção de LH e, assim, reduzir o risco de aborto.
Precisa ser usado com grande cautela nestes pacientes, já que estas pacientes são muito susceptíveis ao desenvolvimento do síndrome de hiperestimulação ovárica, e também porque a mesma dose de gonadotrofina pode induzir uma resposta muito diferente em ciclos diferentes.
A fertilização in vitro (FIV) pode ser utilizada nos casos em que a estimulação ovariana foi exagerada, com o objectivo de evitar o cancelamento do ciclo. Pacientes com SOP parecem ter maior risco de aborto após FIV.
A mudança de hábito de vida, por meio da reeducação alimentar e exercício físico, consiste no tratamento de primeira linha. A perda de peso resultante favorecerá a queda dos androgénios circulantes, melhorando o perfil lipídico e diminuindo a resistência periférica à insulina; dessa forma, contribuirá para o decréscimo no risco de aterosclerose, diabetes e regularização da função ovulatória. A prescrição de contraceptivos hormonais orais de baixa dose, por sua vez, propiciarão o controle da irregularidade menstrual e redução do risco de cancro do endométrio.”








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Olá
Vá, tem calma… a minha mãe também tem ovários poliquísticos e, mesmo assim, teve-me aos 34 anos e menstruou até depois dos 50 anos.
Pensa na familia linda que tens, se se juntar mais um elemento tanto melhor, mas se não, pensa no que já tens
Beijinhos,
Pintainha Gordinha
Tens razão, não posso stressar… até porque não nenhuma situação de urgência, nem grave
Mas agora tenho q tomar decisões… como por exemplo… se eu quiser ser mãe, terei q tomar medicação, o q poderá levar a gémeos, tri-gémeos… enfimmm, nã sei o q me assust mais, não ter mais filhos ou ter um MONTÃO!!!! heheheh